O resgate da cultura do cabelo afro
- Cecília Barreto
- 9 de nov. de 2015
- 1 min de leitura
CULTURA

Marcha do Empoderamento Crespo (Foto: Reprodução/Facebook)
O resgate da cultura, valorização e empoderamento do povo do negro passa, dentre outros aspectos, pela estética. E um dos pontos fortes nesse processo são os cabelos.
Falar sobre cabelo afro é passar por aspectos sociais e culturais da história deste povo. Com a valorização da beleza negra, os fios crespos, antes visto de forma negativa na sociedade, era sinônimo de cabelo maltratado e trabalhoso. Nos dias atuais o cabelo crespo está cada vez mais associado à autoafirmação, autoestima, feminilidade e comportamento.
Uma prova disso é a realização da primeira Marcha do Empoderamento Crespo na Bahia, ocorrida neste sábado (7), no bairro do Campo Grande, centro de Salvador. Só no Facebook, são 1,6 mil pessoas confirmadas para o evento, das quase 12 mil pessoas participantes do grupo de discussão da rede social, que visa a valorização da beleza e autoestima da mulher negra. Andreza Manuela Vivas, 21, estudante e adepta ao cabelo afro há mais ou menos um ano, conta que foi “a melhor coisa que ela poderia ter feito” em ter aceitado o cabelo como ele é, compondo uma identidade: “Foi um conjunto, tanto pela estética quanto pela aceitação do meu cabelo crespo mesmo”.

Andreza, que sempre usou o cabelo alisado e megahair, conta que depois que aderiu ao cabelo afro não quer mais voltar para a “chapinha”.
“No começo foi estranho, porque eu sempre usei progressiva ou megahair, mas eu me senti super bem quando sair do salão, me sentir livre e não quero mais voltar para o cabelo alisado”, comemora a estudante.